terça-feira, novembro 29, 2005
A despedida
Estou fugindo, a pé, de antigas namoradas e antigos casos amorosos, que me perseguem, me assediam e reclamam da minha ausência. Sigo então numa viagem, de táxi, até chegar a um ponto muito longe da cidade, numa região mais simples e rural, onde encontramos uma casinha. Neste momento entramos eu e ela na casa, sozinhos. Lá dentro, na casa mal iluminada, vemos outras pessoas que nos recebem no corredor e fazem ar grave, de profundo mistério e pesar sobre o que está ocorrendo. Entramos num quarto e vemos a mãe, que estava morrendo e precisava se despedir da filha. Chegamos até ela na beira da cama. A filha se debruça e a abraça. A mãe, deitada, me olha fixa, serenamente, e pede que eu as deixe sozinhas.