quinta-feira, dezembro 08, 2005

Ondas

Estou com uma amiga no pilotis do último prédio da Delfim Moreira, em frente a Praia do Leblon. Olhando à esquerda em direção ao Arpoador avisto ao largo grandes ondulações vindo do mar. Elas se transformam em gigantescas ondas de 30 metros ou mais. São monstruosas. O céu está cinzento e o mar também. As ondas se chocam com os prédios da orla de Ipanema, destruindo-os um a um. O fluxo da água vem em direção ao Leblon, numa correnteza que arrasta gente, carros e tudo o mais pelo caminho. A torrente de água em si é apavorante e se aproxima. Corremos até às escadas do prédio e subimos para o terraço, buscando abrigo. Lá de cima vemos que a água escoou e faz sol. Mas as ruas estão desertas. Minha amiga quer ver de perto o que ocorreu e eu a sigo. Andamos pela Delfim Moreira em direção a Ipanema. Aparentemente tudo voltou ao normal e as pessoas voltam aos seus afazeres. Então avistamos uma outra onda, a maior de todas, que vai se formando há alguma distancia da costa. Ela tem tamanho suficiente para engolir o bairro inteiro. Corremos desesperados para fora do seu alcance, mas parece que a fuga será em vão...