segunda-feira, abril 18, 2005
Beijos Roubados
Recebo um oi muito peculiar do belga, dono da ong em que estagiei. Ele me abraça com aquele sorriso estranho e, em vez de me dar dois estalos nas bochecas, me arranca um beijo suculento de língua, na sala que estava vazia. Fico assustada e nem sei o que pensar direito. Acho aquilo tudo esplêndido e, espantada, continuo a beijá-lo loucamente. Ficamos por aí. Saio correndo pela rua para chegar ao aeorporto a tempo de pegar o avião, conseguido na última hora. Nada demais durante o vôo, a não ser a grande expectativa que, como o habitual, faz o coração palpitar desesperadamente, como se fosse pular pela boca. Um terror. Chego ao local em que deveria estar há mais de uma hora. É uma loja de perfumes. Dessas bem bonitas, cleans e com um requinte moderno. Sou recebida por uma belíssima mulher, que tem os olhos maquiados com um azul incrível. Digo oi e ela faz as honras da casa me recebendo com um beijo macio, soboros e embriagante. Não vejo por quê não e passo a adorar aquele beijo de mulher. Língua macia, controlada. Lábios pequenos e carnudos. Tempo de abertura certo e sentimento trocado enquanto as salivas se misturam. Quando ela percebe que gosto, tenta se recompor e pára. Me abraça e pede que eu entre na loja. Para ver a grande novidade da noite. Para isso...